segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MEU BEBÊ VAI TER BEBÊ

Em um momento elas são frágeis, pequeninhas e nos olham com aqueles olhinhos cheios de inocência e amor. Sim, amor. Porque acredito que a primeira relação de amor de todo ser humano é com sua mãe, ali, no quentinho e aconchegante útero. É sabido que quando nasce, ouvir a voz da mãe acalma o bebê, por lhe ser familiar. Então acredito que este amor é realmente o mais antigo na vida de qualquer pessoa.

Daí aquele pequeno e frágil ser vai crescendo e, em um piscar de olhos, se torna uma pessoa adulta, que decide os rumos de sua vida e vai, mundo afora, construir o seu futuro.

Mas, para as mães, os filhos nunca crescem. São sempre pequenos e precisando de seus cuidados.  Aí, um belo dia, de repente, você recebe a notícia: o seu bebê vai ter um bebê! Como assim? Quando foi que meu bebê cresceu?

Daí você fica sem saber exatamente o que fazer ou o que dizer. E tudo o que consegue é chorar, de tanta emoção e alegria que a notícia lhe traz. Aquele bebê que você cuidou com tanto carinho, com tanto amor, agora terá o seu próprio bebê para cuidar.

Então lhe vem à mente todas as lembranças, desde o dia que soube o resultado do exame, das flores que recebeu do entusiasmado pai e a confirmação de que estava grávida. Vem à lembrança a gravidez, a curtição dos chutes, a expectativa se seria menino ou menina, e emoção da primeira vez em que segurou seu bebê nos braços. Passei por este momento três vezes e digo que os três foram únicos e maravilhosos.

Ser mãe, para mim, é o maior presente que a vida me deu. E tive o privilégio de receber este presente por três vezes. E, agora, um dos meus bebês vai ter o seu próprio bebê. E a emoção de saber que serei avó é tão grande que fica difícil descrever.


Que seja muito bem vindo este bebê que irá trazer muita alegria à nossa família. Que seja forte, saudável e que tenha certeza que será sempre cercado de muito amor.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre a Saudade

 Por ASSUERO GOMES


A saudade às vezes pesa demais, pois nem sempre é só cinzas ou papel desbotado, nem música nem olhar; às vezes corta ou apunhala traiçoeira, como uma palavra inesperada num momento inoportuno.
Pode ser sutil ou atrevida, inconstante ou perpétua, mas lateja, arde e queima, devagarzinho assim como quem não chega, chegando, no inverso universo do espelho onde quem parte está voltando e quem vai chega, mas quem chega já partiu.

A saudade às vezes pesa tanto que tem que se dividir com alguém, uma saudade partilhada, para se sobreviver. Um vento que sopra contra a face pode trazê-la, numa tempestade ou num acalanto. Mantêm-se incógnita por muito tempo, assim latente e como um peregrino que chega ao seu destino se inflama em transe e bate no dorso como a ponta do suplício. Dói, como dói, entre partidas definitivas ou entre lapsos de tempos vazios de espera.
Saudade é a presença ausente, é o desafeto do afeto, é a dor doída e a lágrima retida.

A saudade é irmã fatal da solidão, como nesse depoimento colhido entre lágrimas secas:
“... e a solidão era tanta que eu perguntei a ela qual o momento no qual estivéramos mais unidos. Ela abanou a cabeça como se não soubesse ou como se não importasse. Eu lembrei então de toda nossa trajetória juntos. Havia se passado uns bons cinquenta anos, talvez cem, ou a eternidade, talvez trinta para não exagerar, mas é porque quando se está só, o tempo se torna turvo.

Continuei falando sozinho, como se não houvesse mais ninguém na sala, nem no quarto. E realmente havia?
A ironia é que depois de muito pensar, descobri que o momento em que estivemos mais unidos, foi no momento da separação, um pouco depois do natal, quando deixamos nosso filho e voltamos sozinhos para o outro lado. Escondíamos nosso choro silencioso um do outro e dele. Foi uma cumplicidade extrema e ela, a solidão, e eu, jamais fomos os mesmos a partir daí. Por mais que nos aproximássemos ela se afastava e eu também ...” Ou ainda: “ sempre nos restará os momentos que passamos juntos, esses ninguém nos poderá roubar”.

Há saudades suaves, mornas, tênues, que acariciam nosso coração. São lembranças de um tempo que não retorna, são momentos que pareciam tão insignificantes, gestos banais, lugares comuns, guardados amiúde, perfumes fugazes, e agora retornam para nos consolar. Saudade de pessoas que nos fizeram bem, que foram como anjos de almíscar que deixaram suas impressões benéficas nas nossas vidas e seguiram em frente.

A saudade preenche os espaços vazios dos corpos celestiais e dos nossos, é a sabedoria do sentir, o consolo do desespero, enfim, a saudade é tão humana, tão humana, que move nossos corações e destinos para o Criador.

Assuero Gomes é Médico e escritor.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

FASE VEM, FASE VAI, SAUDADE FICA



A vida é muito interessante, feita de fases, que chegam, passam, se repetem mais adiante com outras pessoas, com nuances diferentes, aqui e ali, em um ciclo que segue sempre em frente.
Nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, nos apaixonamos, namoramos, casamos, temos filhos.
Existe algo mais maravilhoso do que ter filhos e cria-los com muito amor? Acompanhar cada choro, cada dentinho, palavras novas, passos hesitantes, primeiro dia na escola, provas, passagem de ano, vestibular, faculdade. Não se repete o ciclo?

Daí vem as paixões, os namoros, as desilusões e os acertos. A gente sofre a cada sofrimento dos filhos, talvez mais do que eles. A gente vibra a cada conquista, a cada alegria, a cada sorriso. E, de repente, a se pega vivendo mais a vida dos filhos do que a nossa.
Isso é família, o presente que a vida nos dá para tomarmos conta e ensinar a viver.
Quando os filhos ficam adultos e passam a viver por conta própria, o ninho fica vazio e a gente precisa se reinventar para poder conviver com esta nova fase.

Quando minhas duas filhas mais velhas decidiram ir morar no exterior achei que não ia suportar. Passei momentos tão ruins, de tanta saudade, que achava que o peito ia arrebentar de tanta dor.
Só consegui seguir em frente porque a caçulinha ainda ficou conosco e o ninho não ficou totalmente vazio. Se fosse assim, nem sei como teria sido.
Uma está morando fora há quatro anos e oito meses e a outra há três anos e um mês. Não vou falar os dias se não vão me achar louca. Não eu não conto os dias, só os meses. E daí sempre escuto uma ou outra pessoa falar: “Agora já acostumou não é?”
Não, eu não me acostumei. Sinto falta das duas como se a ida delas fosse recente. Sabem aquela música que já postei aqui: “Eu não existo longe de você,  e solidão é o meu pior castigo,  eu conto as horas pra poder te ver,  mas o relógio tá de mal comigo”... ?

Foi assim no ano passado quando a caçula viajou e passou dois meses fora. O tempo não passava nunca. É assim durante todos os meses do ano em que fico contando o tempo para ver as outras duas de novo, ainda que seja por três semanas. São três semanas intensas, mas durante elas, o relógio passa bem rápido do que deveria. A mais velha passou o natal e o ano novo conosco. A do meio passou o meu aniversário e o de mamãe aqui com a gente. E, vivendo uma nova fase ela ficou noiva e pudemos curtir esta alegria juntas. Foi muito bom. Agora curto a espera de mais um novo momento para a família estar reunida outra vez.

Li esta semana em uma postagem no facebook que “a saudade é um sentimento que não caba no peito escorre pelos olhos”. É assim mesmo esta danada da saudade. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

DESVENTURAS FORA DE SÉRIE- EPISÓDIO 15

E olha nós, de volta outra vez, com as desventuras fora de série. Desta vez, nas terras geladas europeias.

Nossa menina das terras geladas teve, recentemente mais uma de suas aventuras fora de série. Estavam ela, o namorado e a irmã do namorado voltando de uma festa na casa da outra irmã e precisavam pegar um trem e depois um ônibus para voltaram para a casa dos pais de seu namorado, em uma ilha mais ou menos próxima.

Quando chegaram à estação, ficaram aguardando o último trem da noite, cansados e com muito sono. Enquanto esperavam, uma senhora foi falar com ela. Perguntou para onde eles estavam indo. Explicou que precisava de uma carona da estação final para a ilha, que, por coincidência, era a mesma  que eles estavam  indo. 


O namorado então explicou que tem um ônibus da estação até a ilha. O problema da senhora era o tamanho enorme de sua mala. Para ela seria uma grande dificuldade carregá-la.
O namorado, que é uma pessoa extremamente gentil e educada, carregou a mala da senhora até o trem e depois do trem até o ônibus. A nossa menina e a cunhada iam andando mais devagar, acompanhando os passos da senhora, ajudando-a, inclusive, a subir e a descer do ônibus.

Daí a menina ficou pensando como a senhora iria fazer para ir para casa carregando aquela mala, porque o ônibus só passa pela estrada principal. E, parecendo ler os seus pensamentos, perguntou ao namorado para onde eles iam e propôs que eles descessem antes, com ela, para ajudar com a mala. O carro dela estava estacionado lá e, daí, ela os deixaria em casa.
Um pouco surpresos com a inusitada solicitação, a menina pensou: bem, estamos em um país do primeiro mundo,  em uma pacífica cidade do interior, ela mora na mesma ilha dos pais do namorado... enfim, as chances daquela simpática senhora querer matar os três seriam mínimas. E aí toparam.
Quando chegam ao carro e o namorado coloca a mala nele ela entrega a chaves pra ele ir dirigindo. Só que ele não tem carteira. E a carteira da menina estava vencida.  Chovia bastante e então todos entraram no carro com a senhora ao volante.

Quando ela deu ré para tirar o carro da vaga foi logo subindo a calçada. Puxa aqui, desce ali e ela conseguiu tirar o carro do estacionamento. E então, pé  na tábua. Que pé pesado que a senhora tem! Sem falar no modo que ela dirigia, andando, inclusive, na contramão, pegando a pista errada, em alguns momentos.

Os três iam tremendo no carro, morrendo de medo da forma como a senhora dirigia sem se importar de invadir a outra pista. Isso sem falar na luz alta todo o tempo, mesmo quando, ocasionalmente, passava outro carro. A loucura era tanta que ela dirigia a 80 km, mas a sensação era que estavam pelo menos a  uns 200km. Imaginem uma senhora idosa dirigindo à noite e com chuva, o que tornou a noite ainda mais escura.

Isso sem falar no perigo de atropelar um veado, abundantes na região e que costumam atravessar pela pista. E, enquanto dirigia loucamente, a senhora ainda conseguiu contar toda a história de sua vida.
Foram os 15 minutos mais longos que os três já passaram. Finalmente, a uma da manhã, chegaram em casa. A senhora ainda ficou batendo papo no portão por mais uns dez minutos.
E eles agoniados pra entrar em casa. O namorado e a cunhada estavam brancos, com as pernas bambas, praticamente em  estão de choque, pois, normalmente, a população daquele país é muito assustada com trânsito. Já a menina, acostumada com o trânsito do Recife e com alguns motoristas por aqui, só fazia rir.

Foi uma aventura e tanto mas, no final, tudo acabou bem. Agora, cá entre nós, eu acho que o namorado e a cunhada vão pensar umas três vezes quando alguma senhora oferecer carona outra vez.

Ilustração: Rossana Menezes

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ETAPA ENCERRADA: PORTA PARA NOVAS ETAPAS



Depois de oito anos trabalhando na Câmara Municipal do Recife, como assessora de comunicação do vereador Josenildo Sinesio, encerro esta etapa da minha vida, com muita tristeza por ele não ter sido reeleito e pela saudade dos colegas e do trabalho. Mas, sobretudo, tristeza por nossa cidade ter perdido, pelo menos nesta legislatura, um representante de primeira linha, comprometido com as necessidades da população. Alguém que realmente sabia ser a voz das reivindicações populares.

Quando aceitei o convite de Josenildo, em janeiro de 2005, confesso que me senti assustada pois era tudo novidade para mim. Sempre fui militante política, desde a minha adolescência, mas nunca havia trabalhado na política, profissionalmente.

O conhecimento de política que adquiri nestes oito anos jamais poderia ter conseguido de outra forma. Enriqueci não apenas o meu currículo, mas, também, a minha vida profissional.

Tive, durante este período, a oportunidade de produzir e apresentar o programa É TEMPO DE SEMEAR, que só me trouxe alegrias e engrandecimento. Foi, sem dúvida, um período muito bom em minha vida profissional.
Encerro esta etapa mais experiente, com mais conhecimento profissional e com mais amigos, sem dúvida. E, a partir de agora, inicio a busca por novos caminhos através dos quais possa iniciar mais uma etapa de minha vida. 

2012 foi um ano difícil, sem dúvida. Não apenas para mim e minha família, eu bem sei. Mas, para nós, particularmente, foi um ano muito complicado, onde os obstáculos se apresentaram de maneira muito frequente.  Mas a vida não é feita de batalhas a serem travadas dia após dia? Vencemos uma muito importante que foi a cura de Sérgio do câncer de próstata.

As outras batalhas estão sendo travadas e serão vencidas em 2013, com toda certeza.  Que cada lágrima derramada em 2012 se transforme em sorriso, todas  as doenças se transformem em saúde e que os momentos alegres sejam tão frequentes  que até fiquemos exaustos de tanto rir.

Que as amizades se fortaleçam e perdurem. Que os amores se solidifiquem. Que sejamos sempre amigos de nossos filhos e que eles sintam prazer e alegria em estar conosco.

Que possamos viver sem ter vergonha de ser feliz, amando, sorrindo e cantando que a vida é bonita, é bonita, é bonita.

E os problemas? Estes sempre existirão. Não tem outro jeito. Mas, como dizia nosso querido Dom Helder: “Quando os problemas são absurdos, os desafios se tornam apaixonantes”.

domingo, 9 de dezembro de 2012

TRADIÇÃO QUE PASSA DE MÃE PARA FILHAS



 Desde que entrei no antigo curso Ginasial, que minha casa era sempre o centro dos encontros das amigas, fosse para estudar para provas, fazer trabalhos de grupo ou apenas se divertir.  Lá em casa não havia restrições quanto a bagunça e barulho.  A casa não era muito grande, mas tinha espaço suficiente para acolher as minhas amigas e todos os nossos sonhos e projetos.

Quando eu e minha irmã ingressamos em um grupo de jovens no colégio Salesiano, o SOS, o movimento lá em casa aumentou. Além das minhas amigas durante a semana, os finais de semana passaram a ser mais agitados com o a presença dos novos amigos. E, quando, lá mesmo no Salesiano, fizemos Encontro de Jovens, aí foi que o movimento triplicou.

A nossa casa era uma verdadeira festa, sempre. E meus pais gostavam de ver aquela turma toda entrar e sair, enchendo a casa de alegria. Só tinha uma condição: acabar às dez da noite. Apesar da brabeza que meu pai aparentava, todos os meus amigos adoravam ele e não trocavam as farras lá em casa por nenhum outro lugar. Fazíamos até serenata na calçada, já que não tínhamos jardim ou terraço. Não sei se os vizinhos gostavam. Mas nunca reclamaram.
Dos tempos de escola e dos tempos dos grupos de jovens tenho amigos até hoje. Algumas amizades  com tantos que às vezes até fica difícil imaginar. Quase jubileu de ouro.

Eu e minha irmã nunca fomos de “baladas”. O que gostávamos mesmo era de nos reunirmos com amigos para conversar, ouvir música ou fazer serenata.
O tempo passou, casei, família nova, alguns novos amigos, alguns antigos e a prática de reunir-se para conversar ou jogar mímica ou jogos de tabuleiro se estabeleceu aqui em casa. Virávamos noites de sábado jogando Master, Scotland Yard e outros.  A casa continuava cheia e animada.
As filhas foram crescendo e foi a vez dos amigos delas se reunirem aqui em casa. Quando pequenas, eram as amigas do prédio que se reuniam aqui para brincar. A sala virava o mundo de barbie e, por vezes, não conseguíamos nem andar pela casa. Mas eu curtia cada minuto, querendo eu mesma me meter na brincadeira.

As duas mais velhas cresceram e foi a vez dos encontros para jogos, conversas e música ser com os amigos delas. Acrescentando-se aí os jogos de  videogame.

A casa vivia sempre cheia de amigos do colégio, do kung Fu, do heavy Metal,  das “nerdices”.  E, a caçula também já se iniciava, trazendo as amiguinhas da escola.
O tempo passou (esse danado que não para nunca, nem um pouquinho), as duas mais velhas foram embora pra longe. E a caçula assumiu o posto de responsável pela animação da casa.  Surgiram as “Together”, um grupo de oito amigas formado por ela,  duas amigas dela da escola e cinco amigas das amigas. Começaram a se reunir no começo do ensino médio , hoje, todas na faculdade, continuam a se reunir sempre, comemorando aniversários, assistindo a filmes, jogando jogos de videogame e tabuleiro, não permitindo que a alegria e animação façam falta nesta casa. Que, aliás, foi escolhida como a  “sede oficial das Together”.

E querem saber o melhor de tudo? Alguns amigos das mais velhas continuam vindo aqui, mesmo sem elas e, agora, algumas reuniões são mistas com amigos das mais velhas e da caçula se divertindo aqui, em nossa casa. Até os que moram longe também participam das farras, quando estão em Recife.
No ano novo de 2011/2012, a reunião foi, inclusive, com as duas mais velhas.  Este ano vai rolar também, só que vai estar incompleta sem uma das minhas princesas que não vai poder estar aqui.
Vocês não tem noção de como é bom ouvir os risos, as brincadeiras, as vibrações no jogos, da turma reunida aqui em casa.
Quando vejo pais reclamando da bagunça que os filhos fazem, do barulho dos amigos e coisas assim tenho muita pena por eles não estarem sabendo aproveitar estes momentos únicos.
Hoje, as duas mais velhas continuam a tradição reunindo os amigos em suas casas. Lamento não conhecer os seus amigos e não poder participar destas farrinhas.

Enquanto isso vou aproveitando cada minuto enquanto as farras ainda acontecem aqui.  Quem duvidar que isso é bom deveria experimentar uma vez.  Tenham certeza: uma boa noite de jogos de tabuleiro, de mímica ou de videogame é muito muito melhor do que qualquer saída pra jantar fora ou barzinho. 
Na verdade, o bom mesmo é se divertir com quem a gente gosta. O bom mesmo é estar juntos.

domingo, 25 de novembro de 2012

MAIS UMA VEZ RENASCER

Daqui a pouco será dia 26 de novembro, uma data muito importante para mim e para a nossa família: é o aniversário de Sérgio, o meu marido, pai das minhas três filhas.


E, este ano, este aniversário tem um sabor especial pois, mais do que celebrar a sua vida, estamos celebrando seu renascimento.  Depois de uma cirurgia de próstata, da retirada de um câncer e da notícia de que está curado, como não podemos encarar isso como um renascimento?
2012 tem sido um ano difícil para nós. A perda do emprego e a doença de Sérgio e mais um transtorno de saúde meu, tornaram este segundo semestre ainda mais difícil. Mas a recuperação da saúde é um bem que não tem preço. O resto virá por acréscimo.

Se não fosse o apoio de minhas filhas sempre presentes, dando força e todo apoio do mundo, ainda que duas à distância, do primo Gustavo que encaminhou ao médico e à cirurgia e aos amigos, do meu trabalho e da caminhada pela vida, não sei como teria aguentado.  E depois da cirurgia, à medida que outras pessoas iam sabendo, iam ligando, escrevendo na Face, vindo à nossa casa, demonstrando a sua solidariedade e confirmando que nós não estamos sozinhos: nós temos amigos.

Se pudesse juntaria todos eles para uma grande comemoração. Infelizmente ainda não é possível, mas tenho este desejo, de juntá-los todos para agradecer por tudo que fizeram por nós.

Parabéns meu amor! Que alegria podemos comemorar mais um ano de vida de muitos que ainda virão. A vida lhe deu mais uma chance. Vamos agradecer a ela a oportunidade e cuidar bem do que ela oferece.

Que Deus lhe abençoe sempre e recebe os nossos agradecimentos pelo dom da vida que lhe concedeu. E, em especial o meu agradecimento por Ele ter permitido que eu encontrasse a minha metade da laranja e com ela divida a vida.
Um beijo enorme.
Te amo.

sábado, 12 de maio de 2012

EU NÃO EXISTO LONGE DE VOCÊS...

Depois de quase trinta e dois anos exercendo a fantástica função de ser mãe, este será o primeiro Dia das Mães que passarei longe das minhas três filhas. Não vai ser fácil. Mas será inevitável. 


Não consigo colocar em palavras o que é ficar longe das minhas três filhas, sobretudo no dia em que costumávamos estar sempre todas juntas, na casa de minha mãe.


Por isso, separei alguns versos da música "Fico assim sem você", que dedico às minhas três princesas:




Avião sem asa
 Fogueira sem brasa
 Sou eu assim sem você!

Futebol sem bola
 Piu-piu sem Frajola
 Sou eu assim sem você!

Circo sem palhaço
 Namoro sem abraço
 Sou eu assim sem você!

Eu não existo longe de você
 E a solidão é o meu pior castigo
 eu conto as horas pra poder te ver
 Mas o relógio tá de mal comigo

Neném sem chupeta
 Romeu sem Julieta
 Sou eu assim sem você!

Carro sem a estrada
 Queijo sem goiabada
 Sou eu assim sem você!

Eu não existo longe de você
 E a solidão é o meu pior castigo
 eu conto as horas pra poder te ver
 Mas o relógio tá de mal comigo


terça-feira, 8 de maio de 2012

E SE AO LUAR QUE ATUA DESVAIRADO VEM SE UNIR UMA MÚSICA QUALQUER...

Era dia de sábado. Dia consagrado à farra. E, ainda por cima, com um atrativo: uma super lua, vejam vocês. Mas, para mim, que estava com uma daquelas gripes de derrubar avião, tudo o que eu queria mesmo era me deitar e parar de tossir. Mas daí o telefone toca e a comadre me faz uma proposta irrecusável: vamos ver a super lua na beira-mar, com violão. Entre um acesso de tosse e outro, tento explicar ao marido, também com a mesma gripe (com quem peguei, aliás), o que estava sendo combinado. O corpo doía, a garganta doía, a barriga e a cabeça então, nem comento, de tanto esforço para tossir. Mas o que é mais uma noite sem dormir, diante da possibilidade de encontrar com os amigos, para curtir a lua e tocar violão. Tudo bem, nós vamos, me vi falando ao telefone. Mas, prometi a mim mesmo que não iria cantar. Como se fosse possível.
E foi assim que um grupo de amigos que se juntou ao luar imenso, brilhante e desvairado e unido, não por uma música qualquer, mas por músicas especiais. E não foi um grupo qualquer. Foi um grupo que, este ano, completa quarenta anos de amizade. Os primeiros a se conhecerem fomos eu e Jorge, no grupo SOS, coordenado pelo querido e imensamente saudoso Pe. Ivan. Depois, eu e João, nos conhecemos no Nóbrega, onde passamos a estudar na mesma sala. Depois conheci Teca, no Encontro de Jovens do Salesiano e ficamos amigas sem ter a menor ideia que ela era irmã do meu amigo João. Empatia é assim. Passa de irmão para irmã. Como passou para toda a família deles, desde os pais,com quem eu me dava super bem até os irmãos, incluindo Ró, que esteve conosco, de passagem para ir assistir à concorrência (foi ver João Bosco e Toquinho), junto com o marido Luciano e as filhas Nathalia e Manu. Mais para o final do ano foi a vez de conhecer meu compadre Alexandre, também no EJC do Salesiano. EU e Sérgio nos conhecemos no ano seguinte, quando ele veio ajudar na realização de um curso de Parapsicologia com o Pe. Quevedo.

As caçulinhas do grupo são mãe e filha.Márcia, a quem conheci quando namorava com Jorge e Júlia, que conheci ainda na barriga e posso dizer que vi nascer, já que estava lá na maternidade quando ela chegou. Antigamente a gente se via mais. Quando adolescentes e jovens, praticamente todos os dias. Depois, estudos, trabalhos, mudanças, idas e vindas e a gente vai se distanciando, não emocionalmente, mas fisicamente. Por isso que esse encontro da super lua foi tão significativo. Porque ele nos mostrou que, mesmo coroas, com filhos crescidos, casados, até com netos, ainda podemos nos divertir como nos velhos tempos. Com os filhos espalhados mundo afora, vai ser difícil reunir todos em uma grande serenata. Mas sonhar juntos é o começo da realidade, como dizia Dom Helder. Quem sabe, no final do ano, a gente não consiga reunir a tropa toda, pra cantar pra lua? Pois então, com amigos é assim. E entre cervejas, agulha, batatinha e macaxeira fritas, entre a curtição do show de Paul e músicas dos Beatles, Vinícius e Chico, a sensação gostosa de saber que como diz aquela antiga música de Nat King Cole “bastou se ver mais uma vez pra sentir que não passou”?