domingo, 29 de abril de 2012

UM SÓ FINAL DE SEMANA E DUAS EMOÇÕES


Posso dizer, sem qualquer sombra de dúvida, que o final de semana passado (20/21/04) foi muito especial.

Começou logo na sexta-feira pela manhã quando recebo um telefone de Maria Helena me dizendo para acessar o blog: www.memorialheldercamara.blospot.com e me deparo com o texto: “Estava a toa na vida o meu amor me chamou pra ver a banda passar”, relembrando o memorável “Encontro dos Dons”, quando tive a alegria de organizar e presenciar o reencontro de Chico Buarque e Dom Helder, em julho de 1999, pouco mais de um mês antes do Dom falecer. E, ainda por cima, com postagens de dois trechos do vídeo que fizemos do encontro. Um encontro memorável. Para Chico, que até cantou  “A Banda” para Dom Helder e para os poucos privilegiados ali presentes. Ao ler o trecho e assistir ao vídeo, me veio à lembrança todos os detalhes daquele momento, desde quando tive a idéia e partilhei com Frei Betto, que se encarregou de falar com seu compadre Chico, às conversas com Zezita, até o grande dia.

Treze anos e dois shows se passaram. E, Chico volta ao Recife para mais um show, ao qual tenho a alegria de assistir, ao lado do meu marido, testemunhando um passeio por músicas tão antigas quanto “Desalento”, passando por “Meu Amor”, “Geni e o Zepelin”, “Ana de Amsterdã” e pelas do novo CD como “Essa Pequena”.  Um belo show, com belas músicas e a voz e o violão do maior compositor brasileiro de todos os tempos. Um presente maravilhoso de Vinícius França e Mario Canivelo a quem agradeço de coração.



O Teatro Guararapes estava lotado, por pessoas de várias idades. Ate crianças. Não é fantástico ver que crianças curtem Chico Buarque? Volto pra casa feliz, embalada pela voz suave de Chico que, como se adivinhasse meu pensamento, cantou “Futuros Amantes”, a minha preferida. Poesia pura que contém na letra a palavra “escafandrista” e, mesmo assim, é encantadora. Ele a tem cantado no biz dos últimos três shows. Fantástico!

Na platéia, as mulheres continuavam assanhadas, como em 2007, talvez um pouco mais calmas. Desta vez, não invadiram o palco. Mas continuaram gritando declarações de amor e, ao final do show, correram para o pé do palco, não se importando de estar impedindo a visão de quem, como eu e meu marido, estávamos na primeira fila. Tudo isso na esperança de receber um toque de Chico em suas mãos. 

No sábado, mais emoções musicais: assistir, pela segunda vez, a um show de Paul McCartney. Meu beatle preferido. Presente das três filhotas. Mais uma vez.

O danado é que sempre fui assim, meio do contra. Quando todo mundo curtia Roberto Carlos, eu curtia Ronnie Von. Quando todo mundo preferia, de longe, John Lennon, minha preferência era Paulo.



Desta vez, fomos só eu e meu marido, porque as três filhas não estavam aqui. Mas, na falta das filhas, pegamos duas emprestadas e levamos duas amigas da filha caçula, o que foi super legal. Como no show de Chico, o de Paul reuniu pessoas de todas as idades, de todos os lugares, do Nordeste e de mais longe, até do Sul do País.

Duas horas em pé na fila, mais três horas de espera até o show começar, não impediu de curtirmos o show em todo o seu esplendor, cantando e dançando, embalados por um Paul alegre e animado, que se preocupou em falar não apenas em português mas, em dizer frases em pernambucanês como “povo arretado”.

Pessoas até mais velhas que a gente estavam ali, ao nosso lado, na arquibancada, curtindo o ídolo de sua juventude e também, de sua maturidade.

Foi um final de semana que talvez não se repita mais, quando pude assistir aos shows de meus ídolos desde os tempos de infância, E olha que faz um pouquinho de tempo!



Dois estilos diferentes, de música e de postura no palco. Um, voz e violão, intimista, tranquilo, entoando suas canções com recato e até mesmo, uma certa timidez. O outro, aloprado, tocando e cantando vários ritmos, dançando e pulando, com a camisa grudada de tanto suor e parecendo nem se importar.

Foi um final de semana memorável. Não foi perfeito. Para ser perfeito seria preciso que as três filhas estivessem com a gente, nos dois shows, curtindo e cantando, como fazíamos no carro, quando voltávamos da casa da avó ou de algum outro local.  Esse desejo ainda fica no ar, espero que não por milênios.




Para quem não teve a oportunidade de ir a estes shows ou que perdeu um ou outro, digo que perdeu dois momentos ímpares de curtir o que há de melhor na música brasileira e internacional.

Chico e Paul, o povo arretado, cabra da peste adorou ter vocês por aqui. E, pensem na gente na próxima turnê.

sábado, 14 de abril de 2012

QUANDO OS SONHOS SE TORNAM REALIDADE

Era uma vez uma família que tinha três menininhas, lindas e sonhadoras. Era uma vez uma linda garotinha de olhos azuis e louros cabelos cacheados, a filha mais velha. Aos quinze anos de idade conheceu o Canadá. Foi paixão à primeira vista. Ela dedicou os próximos quinze anos de sua à realização desse sonho. Cresceu, se formou, trabalhou e juntando seu dinheirinho em uma poupança, foi se preparando para o seu grande passo. Deu entrada no processo de imigração, fez tudo dentro dos trâmites legais e, em 15 de janeiro de 2010 levantou voo, deixou o ninho e foi em busa do seu sonho: morar no Canadá, onde reside, nos últimos dois anos,   feliz por estar na cidade que escolheu para viver. 










TORONTO - CANADÁ
Era uma vez uma linda meninha de lindos olhos azuis e cabelos cheios de cachos que ao se formar, sonhou em ir trabalhar em um outro país. Escolheu a Noruega, país distante e muito muito frio, para viver a desafiadora experiência de morar longe de casa e sozinha. Alçou voo no dia 24 de junho de 2008 e está lá até hoje, construindo o seu sonho e a sua vida. Ainda há muito a escrever nesta história. AInda há muitos sonhos a ser sonhados. Sonhos que serão buscados com muita garra e coragem. DIsso eu tenho certeza.

FIORDES NORUEGUESES

Era uma vez uma linda meninha de olhos azuis muito vivos e cachos dourados que adorava o Big Ben. Como ela descobriu o relógio símbolo de Londres? Ela ficava junto dos pais e das irmãs, enquanto eles jogavam Scotland Yard e assim, observando o tabuleiro, mexendo os piões pelas casas do jogo, ela foi descobrindo e, precocemente, se apaixonando por Londres. Londres que sempre foi a paixão de sua mãe que, desde adolescente alimentava o sonho de um dia conhecê-la. Apaixonada por Sherlock Holmes e pelos Beatles não poderia ser outra a cidade que mais queria conhecer no mundo. Muitos anos, o casamento e três filhas muito especiais depois, o sonho, finalmente, se tornou realidade.
FOTO ESPECIAL COM O BIG BEN
E, entre os pedidos de presentes das filhas, o mais inusitado partiu da caçula, a galeguinha de três aninhos de idade. Ela queria dois presentes: uma boneca com uma banheira e um chuveiro que saísse água de verdade e que os pais conhecessem o BIG BEN e tirassem uma foto para ela. Eles poderiam deixar de ir a qualquer lugar, menos ao BIG BEN. É claro que o pedido foi atendido e a pequena ganhou a sua foto. E a boneca também.  
REALIZAÇÃO DO SONHO DO PAI E DA MÃE
A menininha que, como seus pais e suas irmãs ama os Beatles e também ama o BIG BEN cresceu e, dezessete anos depois foi realizar o seu sonho, desta vez, sem intermediários: conhecer Londres. E, como não poderia ser diferente, encontrar seu velho e querido relógio, sem antes, no entanto, assistir ao Fantasma da Ópera, passear pela Back Street e, é claro, atravessar a faixa de pedestres mais famosa do mundo, em frente a ABBEY ROAD, a antiga gravadora dos Beatles - APPLE.
REALIZAÇÃO DO SONHO SEM INTERMEDIÁRIOS
E, graças aos avanços tecnológicos e a magia da internet, a travessia da famosa faixa pôde ser assistida, ao vivo, com direito a fotos e tudo, a 7.413 Km de distância. Aliás, a travessia foi acompanhada pelos pais, no Brasil e pela irmã na Noruega. Viva à Internet e seu poder de, como se fosse magia, nos transportar para o outro lado do mundo.


MAIS UM SONHO REALIZADO: ATRAVESSAR A FAIXA MAIS FAMOSA DO MUNDO
Esta viagem, com a mais absoluta certeza, será inesquecível e irá acompanhar a minha garotinha pelo resto de sua vida. Não apenas pela beleza, pela cultura, pelas novidades as quais está tendo acesso, mas, sobretudo, por ter um dia sonhado e ter conseguido realizar esse sonho. Assim como a opção das duas irmãs mais velhas de morar em outro país está fazendo delas pessoas mais maduras, mais responsáveis, vivendo uma experiência única, que fará parte da história de vida que estão escrevendo.


O ninho ficou vazio. Não é fácil viver esta experiência que sempre chega para toda mãe, todo pai, de uma forma ou de outra. Mas qual o pai ou qual a mãe que não sonha em ter a família toda por perto, para abraçar sempre que tiver vontade? Para sentir o cheiro, o calor de sua cria? Para cuidar quando estiver doente, consolar quando estiver triste ou gargalhar juntos nas horas de alegria? Ou ver os netos correndo pela casa, fazer-lhes as vontades, enchê-los de dengo e manha? Em mais algumas (longas) semanas a caçulinha volta. O seu próximo sonho ainda será realizado por aqui.


O futuro? Nem quero pensar nele e nos sonhos que ele trará. Também eu tenho os meus próprios sonhos. Deixar de sonhar é se entregar à dura realidade da vida e perder a esperança em nossa própria capacidade de mudar e transformar o que não está bom. Como dizia Dom Helder “Sonho que a gente sonha sozinho é só um sonhos. Sonho que a gente sonha juntos é o começo da realidade”. Continuemos pois, cada um de nós a sonhar. Quem sabe, um deles não coincide sendo o mesmo para muitos e se torna realidade?

sábado, 7 de abril de 2012

FAMÍLIA: REGRAS

Este cartaz foi fotografado por minha filha mais velha, em uma loja de decoração, no complexo turístico Blue Mountain, na cidade de Collingwood, no Canadá. Achei tão lindo que resolvi postar aqui, com a tradução, para que todos possam entender e, quem sabe, adotar as regras, quem ainda não as praticam. Estas eu adoto com toda alegria.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

QUANDO FEVEREIRO CHEGAR ...

...“Saudade já não mata a gente”... diz a musica cantada por Geraldo Azevedo. Mas, fevereiro chegou e a saudade continuou, danada de doída, apertando o coração e dando nó na garganta, como se nenhum dia tivesse se passado, desde o final de janeiro, quando o ninho que estava cheio, voltou a ficar mais vazio, quando dois pares de asas bateram novamente e voaram pra longe.

E quando o final de março chegou, o terceiro par de asas se preparou e levantou voo, também pra longe deixando, agora, o ninho completamente vazio por dois longos e intermináveis meses.

Os amigos me perguntam o que houve, por que nunca mais escrevi nada no blog. Mas com tanta saudade machucando dentro do peito, fica difícil escrever. Mas voltei pra escrever justamente sobre saudade.

Eita sentimento danado esse. Começa a se espalhar devagar, como quem não quer nada e vai tomando conta da gente, sem pedir licença, nos lembrando, a toda hora, a falta que sentimos, o vazio que fica o ninho quando os filhotes vão embora.

E aí chega alguém e nos diz: com o tempo a gente se acostuma não é? Não! Definitivamente, eu não me acostumo. E não vou me acostumar nunca. Como podemos nos acostumar com a ausência de quem tanto amamos? Bem que gostaria de ter uma fórmula que pudesse usar e, como mágica, a saudade doesse menos.

Ser feliz com a felicidade dos filhos é uma coisa. Isso, com certeza, eu sou. Não sentir a falta deles é outra completamente diferente. Bem que eles poderiam ser felizes mais perto da gente, não é mesmo?

Em menos de dois meses, quando a caçulinha voltar, o ninho vai voltar a sentir alegre, animado, renovando as forças pra esperar pelo final do ano, por dezembro, pelo natal, quando os corações se unem e ninho volta a ficar cheio, de filhotes e de alegria.

domingo, 25 de dezembro de 2011

O MELHOR DA FESTA NÃO É ESPERAR POR ELA

Acredito que a melhor festa do ano é o Natal. Talvez por ser a celebração do nascimento de Cristo, um clima diferente paira no ar, como, se, de repente, fôssemos todos mais generosos, gentis e solidários.

Sempre curti o Natal e a espera dele. Desde pequena, dezembro era para mim um mês mágico. Comemorar o Natal sempre foi, digamos, o ponto alto do ano para mim. Enquanto algumas pessoas sentem tristeza com a chegada do final do ano, eu sinto sempre uma imensa alegria.

E, agora, esperar pelo natal tem um novo significado para mim, o que torna o mês de dezembro ainda mais especial. Porque o Natal traz para casa todos os corações e a família fica novamente reunida.

Esperar pela festa não é mais o melhor. O melhor mesmo PE a chegada da festa. Ir ao aeroporto pegar as minhas filhas que não via há um ano uma e quase dois anos a outra, foi o melhor programa deste final de semana. Como aeroporto é bom na hora da chegada!

Como é bom abraçar cada uma, encher de beijos, apertar as bochechas e ver minhas três princesas dormindo juntas outra vez, no quarto que sempre será delas.

Como esperei pelo momento vivido hoje à tarde: os cinco cantando “Believe”, acompanhando Savatage, como nos velhos tempos. Isto por acaso tem preço? Nem um mastecard sem limite poderia pagar por isso.

É claro que o meu maior presente de natal foi ter a família reunida. Mas outros três presentes, organizados com cuidado e carinho por elas três, se juntou ao rol daquilo que não tem preço: um calendário com fotos da família e datas de aniversário marcadas, um livro com nossas fotos no show de Paul McCartney e um outro com frases maravilhosas sobre família e fotos, muitas e lindas fotos.

Perceber a importância da família na vida dos filhos também não tem preço.

O melhor da festa é aproveitar cada minuto dela, com intensidade e alegria para que, quando a festa acabe, as lembranças dos bons momentos vividos nos alimentem para termos forças para esperar para passar mais um não esperamos pela próxima festa.

domingo, 11 de dezembro de 2011

DEFINIÇÃO DE FILHO

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.

Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo". José Saramago


Este texto me foi enviado por Bruno, um grande amigo e, confesso que tocou bem fundo. Lá dentro onde os sentimentos se escondem para não serem perturbados em sua silenciosa dor, que abafam, escondem, para que ninguém a tire deles.


Porque os sentimentos são assim mesmo, estranhos, esquisitos. Sentem vergonha de se mostrar. Talvez seja porque, desde muito pequenos, quando ainda em formação, ouviam vozes exteriores dizendo para se recolherem, engolirem o choro ou até mesmo moderarem o riso, em situações de extrema alegria.


Como ter esta clareza, esta maturidade, que os filhos não nos pertencem? Como explicar isso a estes tais sentimentos, às vezes de posse, às vezes domínio ou às vezes de pura cumplicidade?


Como abrir o coração e falar pra ele: olha, aquelas pessoinhas que nos foram confiadas e que, antes mesmo de nascer, nos apaixonamos por elas, não são nossas não viu? São apenas emprestadas?


Como dizer pro nosso útero, abrigo primeiro destas pessoinhas, que foi apenas uma etapa e que, tal como a casca de um ovo ou um casulo, foi o berço de uma fantástica transformação de uma vida, testemunha do milagre da vida.

“Nossos filhos não são nossos filhos, são os filhos do amanhã”, diz Gibran, em O Profeta. Mas não poderiam ser os filhos do amanhã e, mesmo assim, continuarem nossos?

Como cortar, outra vez o cordão umbelical, desta vez da afetividade e deixar os filhos partirem em busca de si mesmos? Como se expor a dor de abrir a porta do coração e deixá-los partir para alçar seu próprio voo?


É preciso que seja assim. É preciso que tenhamos a consciência que, ao acolhermos os filhos em nossos corações, estamos assumindo a maior missão de nossas vidas: a de transformar pequenos seres em grandes seres humanos.


E, quando os vemos crescidos e senhores de si, prontos para construir o seu próprio caminho, sentimos um nós na garganta por não nos acháramos mais assim tão importantes em suas vidas.


Mas, basta um gesto deles, uma palavra, um carinho, pra percebermos se cumprimos bem ou não a nossa missão.


E, quando de repente, nos pedem um conselho, nos descrevem sua saudade ou nos dão, do nada, uma abraço apertado a gente se pergunta: Eles não são nossos? Quem disse que não?

domingo, 6 de novembro de 2011

OS CORAÇÕES SE REÚNEM NO NATAL

Sempre que vai chegando o final do ano, a cidade vai se enchendo, cada vez mais cedo, do clima de natal. Bolas coloridas enfeitam as árvores, luzes piscam nas varandas e nas lojas, os símbolos natalinos enchem as vitrines e os corredores de cores, dando um ar de magia e encantamento para quem chega.


Aqui em casa, este ano, resolvemos enfeitar a casa mais cedo. Por que deixar para ornamentar só em dezembro? Então hoje, dia 06 de novembro, foi a data escolhida para retirar as caixas do armário e, pelo menos, passarmos dois meses com a decoração.

Se o Natal sempre foi para mim a festa mais especial do ano, agora se tornou mais especial ainda. Porque é a época em que a família se encontra, depois de um ano inteiro de saudade. Se bem que, no caso da minha filha mais velha, são quase dois anos sem nos vermos.

Ontem à noite, falando com ela ao telefone ela me disse que havia comprado um enfeite de natal para mim que achou a minha cara. Nele está escrito que “todos os corações se reúnem no natal. E, é por isso que celebrar o natal está cada vez mais importante para mim, pois, nada é mais importante do que a família.


Então, à tardinha, eu e a caçula descemos as caixas de enfeites e fomos decorar a sala, ao som do disco de natal de Simone. Desde que ela era bem pequena que temos esta “tradição”: de armar a árvore e colocar os enfeites de natal ouvindo Simone.


A gente canta, dança e deixa que o espírito do natal nos invada, semeando sementes de alegria e festa.


Desde 2008 que fazer isso ficou desfalcado. Desde então, com duas filhas fora, só ficamos eu e a caçula para ornamentar a casa.


Mas, apesar da saudade nesta hora, apesar da lembrança dos entes queridos que não vão mais estar conosco no Natal, ainda assim, damos permissão para a alegria nos contagiar e nos encher da esperança da renovação, do renascimento.


Nem todos os corações que amo estarão reunidos, pelo menos fisicamente, neste natal. Mas, os que estiverem juntos, reforçarão a minha crença de que, só o amor que une uma família pode nos fazer fortes para enfrentar o mundo e, de mãos dadas, sonhar e construir um futuro melhor.

domingo, 23 de outubro de 2011

MÃE: PROTETORA OU OPRESSORA?

Assistindo a um vídeo que uma de minhas filhas enviou e que coloco o link abaixo, fiquei olhando, enternecida, a mamãe gata que aconchegava seu filhote e de como essa imagem encantou a milhares de pessoas.

Pois é, mãe é mãe em qualquer espécie, racional ou não. Mãe quer proteger a cria, apertar nos braços e não deixar que o mundo lhe faça nenhum mal.

Quer entrar nos pesadelos dos filhos e botar pra correr os monstros que os assombram. Se felicidade, amor e alegria se vendessem, as mães comprariam um estoque enorme para que nunca faltasse aos seus rebentos um segundo sequer.

Mas não se vendem, não se encontram ao virar a esquina, nem se pode colher de nenhuma árvore.

E aí as mães viram essas feras enlouquecidas, querendo fazer milagre, contanto que os filhos não sofram.

Como a mamãe do vídeo, se pudéssemos, abraçaríamos nossos filhos sempre que estivessem tristes, angustiados, sofrendo e, com esse abraço, faríamos com que toda a dor desaparecesse, fosse física, fosse sentimental.

Tenho certeza que todo mundo que assistiu a esse vídeo se encheu de ternura, talvez até com lágrimas nos olhos, tenham achado lindo o aconchego de mãe e filho.

Mas daí, a pergunta: porque no dia a dia, as mães humanas nem sempre são vistas por seus filhos com bons olhos? Por que alguns filhos se apavoram com a presença da mãe entre seus amigos?

Não sou nenhuma especialista em mãe ou em comportamento materno. Tenho três filhas que, ao lado de meu marido, eduquei da forma que julguei correta. Afinal, nenhuma das três veio com manual de instruções. Então, só nos coube agir de acordo com a nossa formação e a nossa perspectiva diante da vida.

Mas, me atrevo a arriscar um comentário despretensioso. Porque não quero e nem sou dona da verdade.

Pois bem, acho que existe uma linha muito tênue, que é o limite entre o carinho, o cuidado, a proteção e a opressão. Podemos ser mães amorosas, cuidadosas, carinhosas, sem, no entanto, sufocar nossos filhos. Podemos lhe entregar o agasalho por achar que vai esfriar, sem cometer o exagero de que ele use cachecol e luvas em pleno inverno nordestino, por exemplo.

“Nossos filhos não são nossos filhos, são os filhos do amanhã”, já dizia Gibran. Por isso, não podemos criá-los como se fossem nossa propriedade, porque não são.

Por isso precisamos saber a medida exata entre a hora de puxar pra junto e aconchegar e a hora de levá-los até a porta e desejar-lhes felicidades em seu voo solo.

Querer saber notícias, como andam as coisas, isso é saudável e natural. Eu mesma quero estar sempre por dentro da vida das minhas filhas, participar de suas conquistas, tristezas e alegrias.

Mas, não posse atravessar a linha que invade a privacidade delas para dar aqueles pitacos que a gente acha que são a salvação da pátria. Podem até ser. Mas não temos o direito de querer que nossos filhos tomem as decisões que queremos e não a que eles querem.

Por isso, ao ver aquela mamãe gata tão protetora com seu filhote, lembrei que ela o protegerá até o momento que for preciso. QUadno chegar a hora dele ir embora, ela o deixará partir tranquilamente, pois sabe que ele precisa construir a sua própria vida.

Protetora? Sim, sempre. Opressora, jamais.

https://www.facebook.com/video/video.php?v=249652958418747

sábado, 1 de outubro de 2011

REPÚBLICA DO BOLO DE ROLO

Hoje farei uma postagem diferente, publicando um texto de outra pessoa. O texto, muito bom, fala de alguns dos inúmeros motivos pelos quais os pernambucanos se sentem orgulhosos de sua terra natal. Vamos então dar uma lida neste gostoso texto:

REPÚBLICA DO BOLO DE ROLO

Nada de efeitos do PIB, acordos nucleares fechados na China ou as trapalhadas dos políticos para fixar o salário mínimo em R$ 260.

Hoje vou tratar da mania de grandeza. Piadinha que circula na Internet acusa os pernambucanos de serem os mais megalomaníacos dos brasileiros e estarem no topo de um tal de IGPM (Índice Geral de Pouca Modéstia).

Apesar dos riscos, ignorarei os conselhos do pai do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, seu Luiz, que recomendava aos filhos omitirem o fato de serem pernambucanos para não humilhar os colegas. Sei o quanto me custará a revelação, mas não há como negar, sim, eu também sou pernambucana – sem falsa modéstia.

Nunca fomos muitos aqui em Brasília. Somos hoje 41 mil. Ultrapassamos paulistas, cariocas, gaúchos, paranaenses, capixabas, acreanos, paraenses. Perdemos para mineiros, baianos, maranhenses, cearenses e goianos. Mas isso é irrelevante. O curioso mesmo é que fomos os primeiros. Os primeiros, Sim, o pioneiro número um do DF era um pernambucano. Brasília, que hoje se orgulha de ter a população nativa maior do que a de forasteiros, no principio, era genuinamente pernambucana.

Os nascidos aqui representam segundo o IBGE, 57,6% da população. E tudo começou com um Zé de Caruaru. Modéstias às favas, é demais, não? Muitos confundem essa pernambucanidade, esse bairrismo sadio, com mania de grandeza e, portanto, estranham o fato de sermos os únicos aqui a colocar nos carros adesivos da bandeira do nosso Estado e a pôr no celular o hino de Pernambuco, Imortal, Imortal.

Não é verdade que superlativamos tudo. Não é culpa nossa se muita das criações do estado estejam no Livro dos Recordes. O Galo da Madrugada é o maior bloco de carnaval do mundo – conduz 1,5 milhão de pessoas às ruas. A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é o maior teatro ao ar livre do planeta, e o São João de Caruaru – está no Guiness Book – é o maior do universo. O Diário de Pernambuco é o mais antigo jornal em circulação da América Latina.

Motivos não nos faltam, talvez nos falte certa dose de humildade, mas nem o pernambucano consegue ser perfeito.

A nossa extensa lista de vantagem não terminou: a maior avenida do país, a Caxangá, fica no Recife. O Santa Cruz, meu glorioso time, fez o primeiro artilheiro nordestino do campeonato brasileiro, Ramon, nos idos de 1973. Estudo da Fundação Getúlio Vargas – que aponta as características econômicas de cada região – mostra que somos os mais eficientes no comercio (influencia dos holandeses?).

Ah, a primeira sinagoga da América Latina fica no Recife.

Vá lá: Somos os primeiros também em campeonatos que não orgulham ninguém. Recife lidera o desemprego no país e abriga o maior polígono de maconha do mundo.

A primeira emissora de rádio da América Latina, a rádio Clube, tinha como slogan: Pernambuco falando para o mundo. De onde vem isso, minha gente? Seu Luiz tinha mesmo razão. Melhor deixar quieto. Ah, ia quase me esquecendo: o primeiro operário a chegar à Presidência também é pernambucano. Sim, aquele tal do espetáculo do crescimento...

Ana Dubeux – Reportagem publicada no Correio Braziliense em 30.05.2004

Saudações Pernambucanas!!!

E aí, sete anos depois, peço licença a Ana, para acrescentar só mais umas coisinhas que justificam o nosso ORGULHO EM SER PERNAMBUCANO.

Por exemplo, atualmente, Pernambuco é o estado que mais cresce no Brasil. O crescimeno de seu PIB foi maior que o do País.

Nossa cozinha é rica em pratos típicos como o nosso famoso bolo de rolo. QUem come uma fatia, se apixona e nunca mais deixa de querer comer.

Nossas frutas são muito saborosas. A nossa pitomba é uma delícia à parte.

Você já viram em outro estado do Brasil as pessoas vestiram "literalmente" a camisa de onde nasceu? Aqui, além de tudo que Ana fala em seu texto, ainda vestimos a bandeira do estado, mesmo morando aqui. Porque pernambucano pra sentir orgulho de sua terra não precisa morar fora não.

Nossa cozinha junina é tão saborosa que é impossível se pensar em dieta diante de uma canjica molinha, uma pamonha cremosa ou um pé de moloque ligadinho.

E o frevo heim? Como é linda e difícil a sua coreografia. Não é pra qualque rum não!

Que nos desculpem os demais compatriotas, mas, nascer em pernambuco é realemnte um privilégio.

domingo, 25 de setembro de 2011

SER PAI E MÃE É...


O que é ser pai e mãe? Alguém saberia responder de imediato a esta pergunta, sem vacilar, sem procurar palavras ou argumentos?
Ser Pai e Mãe é pagar as contas, para alguns. Para outros são aquelas pessoas que têm obrigação de aguentar os filhos porque, afinal de contas os puseram no mundo. E, afinal de contas, os filhos não pediram para nascer.
Para muitos ser pai e mãe é tratar com rigor, para ensinar a se comportar ou, ao contrário, deixar que os filhos façam tudo o que querem, por não encontrarem a medida do “não”.
Olha, ser pai e mãe é tanta coisa e, ao mesmo tempo, pode ser nada. Basta que ou o pai ou a mãe se perca no caminho e não reencontre a estrada por onde os filhos andam.
E missão de pai e mãe, quando pode ser considerada cumprida? Nunca. Não importa o quanto os filhos cresçam, o quanto morem longe, que tenham as suas próprias famílias, nunca deixarão de ser “as nossas crianças”.
E por que essas indagações me vieram à cabeça neste momento? Por causa de um e-mail que a filha mais velha me enviou, falando sobre uma espécie de “lista de discussão” entre amigos sobre o conceito de felicidade.
Minha filha falava sobre felicidade e escreveu que a felicidade não se baseia em alienação. Ela simplesmente acontece. Que apesar de estar ciente de todas as mazelas do mundo, apesar de ter a consciência de que não pode consertar o que está de errado, é feliz por fazer a parte dela, ajudando da melhor forma possível as pessoas que a cercam.
Ela se considera feliz por ter uma família maravilhosa, e por tido condições de ir atrás dos seus sonhos. “Têm mil pequenas coisas no meu dia a dia que me deixam feliz... e eu não preciso ser alienada pra ser feliz...
Daí, uma grande amiga dela escreveu que nas coisas mais importantes, as duas pensam iguais, seja pela educação em casa, seja pela educação naquela escola diferenciada e caríssima (mas que valeu cada centavo). E ela completou: “E ainda acredito muito na influencia que sofri positivamente do pensamento dos seus pais. Durante um tempo importante da minha vida, eles foram um pouquinho meus também. Ainda bem!"
A resposta que minha filha deu à sua querida amiga foi dizer que a recíproca é verdadeira! Que ela, alem de amiga sempre foi filha e irmã! E que ela sempre achou o máximo essa coisa dos seus pais de adotar os amigos das filhas e se misturar com eles. E que ela espero poder ser pelo menos um pouquinho parecida com os pais que tem para os seus filhos!!
Depois de ler isso, ficamos, pai e mãe, até acreditando que estamos cumprindo bem a nossa missão.
Desde que as minhas filhas eram pequenas, nossa casa sempre foi o local preferido para as brincadeiras. Aqui podia montar casa de Barbie e de suas amigas na sala, jogar vídeo game, jogos de tabuleiro, fazer bagunça até tarde, sem nenhum problema. Era só deixar tudo arrumadinho depois da farra.
Ainda hoje continuamos adotando os amigos das filhas, agora, da caçula. Sinto falta dos outros “filhos”, espalhados por Brasília, São Paulo, Macapá ou mesmo pelo Recife. Também nós nos sentimos um pouquinho pais deles. Aguardo ansiosa que dezembro chegue e possa reunir todo mundo aqui em casa.
Ser Pai e Mãe é ... amar.